“Entrevista”, primeiro disco solo de Ronei Jorge

“Entrevista” é o primeiro disco solo do cantor e compositor baiano Ronei Jorge, um dos mais respeitados nomes da música pop contemporânea da Bahia, representante de um sólido movimento independente que mantém o estado como uma referência inventiva e frutífera para a cena nacional. Com mais de 20 anos de estrada, Ronei se reinventa numa

“Entrevista”, primeiro disco solo de Ronei Jorge

Ronei Jorge [Foto por João Milet Meirelles] (13) web

“Entrevista” é o primeiro disco solo do cantor e compositor baiano Ronei Jorge, um dos mais respeitados nomes da música pop contemporânea da Bahia, representante de um sólido movimento independente que mantém o estado como uma referência inventiva e frutífera para a cena nacional. Com mais de 20 anos de estrada, Ronei se reinventa numa nova estreia, que teve lançamento oficial no mês de junho de 2018, em show em Salvador e nas principais plataformas digitais de música.

“É uma ideia que venho amadurecendo há um tempo, desde o fim da Ladrões de Bicicleta”, explica ele em referência à banda Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta, em que esteve à frente entre 2003 e 2010. Aliás, “Entrevista” tem produção musical de Pedro Sá, mesmo de “Frascos Comprimidos Compressas”, segundo e último CD do antigo grupo, feito através do programa Petrobras Cultural e considerado um dos melhores discos de 2009 em listas como a da revista Rolling Stone.

Com 10 faixas inéditas e autorais, “Entrevista” tem sonoridade oscilante entre vigor e sutileza, subversão e encantamento, explorando facetas diversas da música popular brasileira e criando uma obra de assinatura marcante. Se evidenciam os vocais das instrumentistas Aline Falcão (teclado, piano e sanfona) e Carla Suzart (baixo), que dividem protagonismo com a voz de Ronei, lembrando uma atmosfera de conjuntos da década de 1970, numa convivência harmônica entre tradições e atualidades. Maurício Pedrão (bateria) e Ian Cardoso (guitarra) completam a banda, batizada de Dziga Tupi, que constrói coletivamente os arranjos do álbum.

Tudo vem reprocessado por anos e anos de cultura pop, de olhares atentos, mas resistentes à caricatura. “É um trabalho que se desdobra a partir do que eu muito vinha revirando e ouvindo. As vozes femininas presentes em trabalhos de Tom Jobim, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Caetano Veloso acabaram por ser inspiração para um desejo novo. Vem dessas vozes o ponto de partida estético, assim como a influência mineira e a brasilidade passível de ser colocada no rock”, descreve Ronei. Assim surgem molduras de frevo, samba, xote, ainda que as músicas não se pareçam de cara com nenhum desses gêneros. Canções para cantar junto, emocionar e causar estranhamento. Cheias de encontros, arestas e contradições.

O disco foi gravado no Estúdio Casa das Máquinas, em Salvador, e tem participações especiais de Moreno Veloso (voz e percussão), Joana Queiroz (clarinete e clarone) e Luana Carvalho (caxixi). A capa e encarte vêm das mãos de Edson Rosa, que também assina a música de “Parque de diversões”, única coautoria do álbum.

A produção é da Giro Planejamento Cultural em parceria com a Tropicasa Produções, empresa responsável pelo agenciamento de carreira do artista. O projeto de gravação teve apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia e uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo levantou recursos para finalização e ações de lançamento do álbum.

RONEI JORGE Entrevista (2018)
Dziga Tupi é: Carla Suzart – voz e baixo | Aline Falcão – voz, teclado, piano e sanfona | Mauricio Pedrão – bateria | Ian Cardoso – guitarra
Participações especiais: Moreno Veloso, Joana Queiroz e Luana Carvalho
Produzido por Pedro Sá
Gravado por Tadeu Mascarenhas
Mixado por Igor Ferreira
Masterizado por Daniel Carvalho
Arte do disco (pintura e design gráfico) por Edson Rosa
Produção executiva por Giro Planejamento Cultural
Gestão de carreira por Carol Morena (Tropicasa Produções)

Site: www.roneijorge.com
Facebook: www.facebook.com/roneijorgeoficial
Instagram:
@roneijorge